Cerca de 100 mil pessoas prestam serviços de vigilância de forma ilegal em Minas

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Pelo menos 100 mil pessoas prestam serviços de vigilância de forma ilegal no Estado, sendo 20 mil na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), calcula o Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais. Boa parte dos vigilantes clandestinos atua no comércio.

“Essas pessoas não são preparadas e esse tipo de vigilância é prejudicial pois, geralmente, a população não sabe que quem está fazendo a segurança privada não é profissional de vigilância formado e autorizado pela Polícia Federal”, analisa o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, Edilson Silva.

Segundo ele, as grandes empresas são as que mais contratam vigilantes não legalizados. “Essas empresas só querem saber do lucro. Por isso, contratam prestadores de serviços que cobram mais barato, em geral empresas clandestinas. Algumas, também chegam a contratar policiais para fazerem a segurança das lojas”, denuncia.

Para o presidente do Sindicato, é fundamental que o vigilante seja legalizado, o que lhe garante todo o preparo necessário para trabalhar.

“O vigilante profissional é credenciado e tem acompanhamento da Polícia Federal. Porém, o que constatamos é que a maioria dos vigilantes que atua no Estado é clandestino, ou seja, não é profissional  autorizado pela Polícia Federal e faz um serviço de segurança privada paralelo”, alerta.

Para evitar problemas de violência como os ocorridos recentemente em supermercados do Rio e São Paulo, Silva diz que os profissionais de vigilância devem agir com a consciência de que estão trabalhando para proteger, principalmente, as pessoas, e não apenas o patrimônio.

“Em caso de roubo nas lojas, orientamos aos vigilantes profissionais para que detenham a pessoa e chamem a Polícia Militar, não ultrapassando os limites desse tipo de atuação”, conclui.

Fonte: Imprensa do Sindicato.

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