Cortes de verbas da Educação podem prejudicar vigilantes de todo o país

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O corte de mais de 30% na verba de universidades federais, instituições públicas de ensino técnico e de educação básica, anunciadas recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), poderá prejudicar não só aos estudantes, professores e docentes, mas também aos vigilantes.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais e vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB Minas), Romualdo Alves Ribeiro, o corte de verbas poderá levar as universidades e escolas federais a ter que reduzir seus custos para sobreviverem, como os investimentos em segurança.

"A exemplo do que vem ocorrendo nas escolas estaduais, com o anúncio do governo Zema de cortar mais de 650 postos de trabalho de vigilantes, os profissionais de vigilância das instituições federais também correm o risco de pagarem por essa irresponsabilidade do governo federal, que, sem qualquer critério técnico ou justificativa plausível, agora se volta contra a Educação, o que poderá prejudicar milhares de estudantes, professores, vigilantes e prestadores de serviços", critica.

O Ministério da Educação já congelou R$ 2,1 bilhões das universidades. Em todas as áreas da educação brasileira, houve bloqueios, totalizando R$ 5,7 bilhões, o que representa 23% de orçamento não obrigatório da pasta. Apesar da indignação de estudantes, professores e pesquisadores, a equipe econômica do governo Bolsonaro pretende ampliar o contingenciamento para R$ 7,4 bilhões.

Nem mesmo a educação básica, apontada como prioridade pelo presidente Jair Bolsonaro, foi poupada. O setor perdeu R$ 914 milhões, que seriam utilizados em políticas específicas para o seu desenvolvimento.

Mobilização

Para reverter essa situação, estudantes, educadores e trabalhadores em geral, dentre eles os vigilantes, devem se mobilizar. "No próximo dia 15 de maio,  profissionais de Educação e estudantes de todo o país vão realizar uma greve nacional em defesa da Educação. É importante apoiarmos esse movimento, que diz respeito a todos nós. Também devemos nos mobilizar para a greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho, em defesa da aposentadoria", conclama Romualdo.

Fonte: Imprensa do Sindicato.

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