Entidades representativas dos vigilantes vão aguardar até quarta para decidir os rumos da Campanha Salarial Unificada

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A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais e dirigentes de entidades representativas da categoria no Estado se reuniram na tarde da última sexta-feira (6), em Belo Horizonte, para avaliar a Campanha Salarial Unificada de 2018 e decidir sobre os rumos do movimento, após a patronal cancelar a reunião que seria realizada entre as partes naquela manhã.

Na reunião, os representantes dos trabalhadores criticaram a postura intransigente dos patrões e decidiram aguardar até a próxima quarta-feira (11), quando haverá uma nova rodada de negociações entre as partes na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), na capital.

"Estamos há poucos dias do vencimento da nossa data-base, que é o mês de janeiro, mas foi prorrogada até o dia 20 deste mês. Se um acordo não for fechado agora, corremos o risco de ficarmos sem a proteção dos direitos assegurados pela nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)", alertou o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, Edilson Silva.

Segundo ele, os trabalhadores e trabalhadoras devem se manter mobilizados e atentos, pois, se não houver avanços na próxima reunião com a patronal, a possibilidade de realização de uma greve geral da categoria não está descartada.

"Estamos em 'estado de greve' desde fevereiro, numa demonstração aos patrões da nossa indignação quanto a essa enrolação toda e de que não vamos abrir mão de direitos conquistados com tanta luta nas últimas décadas. Esperamos que na reunião desta quarta-feira a patronal reveja essa sua política de retirada de direitos e reconheça a necessidade de atender às justas reivindicações da categoria", acrescentou Silva.

Prejuízos

Nas reuniões da Campanha Salarial Unificada, ao invés de apresentar uma contraproposta às justas reivindicações dos trabalhadores, aprovadas em assembleias realizadas em todo o Estado, pelos sindicatos que integram a Campanha Salarial Unificada de 2018, a patronal tem insistido em impor sua própria pauta, que atenta contra diversos direitos dos vigilantes. Os patrões querem acabar com importantes direitos garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como:

- Aumentar para 20% o desconto referente ao tíquete refeição;

- Acabar com a obrigatoriedade do pagamento de multa de 40% em caso de troca de contrato;

- Se recusar a fornecer ao Sindicato documentos importantes para a realização do acerto dos trabalhadores na entidade, como o PPP e a carta de apresentação - com a reforma trabalhista, agora as empresas não são mais obrigadas a homologarem as rescisões no Sindicato;

- Excluir os direitos dos instrutores das escolas de formação de vigilantes que constam na Convenção Coletiva de Trabalho dos Vigilantes;

- Reduzir a estabilidade no emprego dos trabalhadores em vias de aposentadoria, dos atuais 18 meses para 6 meses;

- Ter o direito de dispensar os trabalhadores que não obtiverem êxito na primeira tentativa de se aposentar;

- Acabar com a escala de trabalho de 12 X 36 horas;

- Compensar as horas extras com folgas em até um ano após a realização das extras pelos trabalhadores;

- Acabar com a obrigatoriedade de pagar os feriados;

- Acabar com a hora de almoço, ou seja, reduzi-la ao menor tempo possível, que, conforme a nova legislação trabalhista, pode ser de apenas meia hora;

- Inibir o trabalhador doente de ir ao médico e obter um atestado;

- Incluir na Convenção a jornada intermitente, que reduz os salários dos trabalhadores.

Fonte: Imprensa do Sindicato.      

 

 

 

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