Governo Zema insiste em acabar com a vigilância nas escolas estaduais; para ele, reforma dos prédios é prioridade

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Em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quinta-feira (28), o governo de Romeu Zema deixou claro que não pretende voltar atrás na decisão de acabar com o serviço de vigilância profissional nas escolas estaduais.

Segundo a secretária estadual de Educação, Júlia Sant’anna, diante de um déficit de R$ 28 bilhões do Estado e das condições precárias das escolas mineiras, é inviável a manutenção dos 653 vigilantes.

“Eu reconheço a importância da atuação dos vigilantes, mas precisamos eleger prioridades; não podemos deixar de fazer as reformas necessárias (nas escolas) para manter o contrato”, afirmou.

A audiência, que reuniu 25 deputados e deputadas, contou com a participação do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais e foi acompanhada por dezenas de vigilantes. A maioria dos parlamentares presentes defendeu a continuidade dos serviços prestados pelos vigilantes e solicitou a suspensão da medida.

Para o secretário-geral do Sindicato, Romualdo Alves Ribeiro, ao apresentar os números frios da situação financeira do estado, o governo não tem levado em conta o lado social da questão.

“Se temos a necessidade de reformar as escolas, também devemos garantir a segurança dos estudantes, dos educadores e do patrimônio. Para tanto, é preciso assegurar a presença dos vigilantes profissionais nesses locais e ampliá-la ainda mais. Isso não pode ser considerado gasto, mas investimento”, disse.

Presidenta da Comissão de Educação, a deputada Beatriz Cerqueira (PT), autora do requerimento para a audiência, citou um levantamento que contabilizou 10.600 casos de violências nas escolas mineiras nos primeiros seis meses de 2018. “Não vai dar para optar entre a marquise ou a vigilância. Vamos batalhar pelos dois”, afirmou.

Romualdo acrescenta que a batalha para manter a vigilância profissional nas escolas estaduais está apenas começando. “Temos que manter nossa união e mobilização para convencer o governo a cortar gastos em outras áreas e cobrar dos grandes devedores de impostos para garantir a manutenção da vigilância nas escolas. Juntos, venceremos mais essa luta”.

Fonte: Imprensa do Sindicato.  

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