História de cada um: vigilante marca gol de placa no campo de Pelé

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Como Pelé, o "rei" do futebol, o vigilante Evandro de Oliveira, 52 anos, também gosta de jogar bola e não abre mão da atividade aos domingos, quando se reúne com os amigos do time de veteranos do Círculo Militar de Três Corações. "Já participei de vários torneios e fui campeão, ganhando medalhas", diz.

Nas folgas, ele também gosta de ficar em casa. Para descontrair, passa o tempo vendo filmes e jogando videogame. "Gosto de assistir filmes de ação, policiais e de temática medieval e de jogos de estratégia".

Com mais de 25 anos de atuação na segurança privada, o vigilante diz que pretende descansar e cuidar da saúde assim que se aposentar. "Sem uma saúde boa não tem como aproveitar, né? Quero fazer atividades físicas, curtir os momentos de lazer e fazer uma coisa ou outra para preencher a mente. Também sou formado em eletricidade".

Natural de Varginha, Evandro vive em Três Corações, no Sul de Minas. Casado, tem dois filhos, um administrador de empresas, de 26 anos, e um estudante de engenharia Elétrica, de 21.

Trajetória

Mas a vida nem sempre foi fácil pra ele. Aos 6 anos de idade, perdeu o pai e, diante das dificuldades, teve que aprender a se virar desde jovem. "Somos 8 irmãos e fomos criados pela minha mãe, que era doméstica".

O ingresso na profissão de vigilante se deu em 1992, logo após servir ao Exército. "Passei 5 anos na Escola de Sargento das Armas (ESA), em Três Corações, de 1987 a 1991. Dei baixa como cabo".

Durante o tempo em que esteve na Força Armada, fez a inscrição para a casa própria em Três Corações. Com a saída do Exército, pensou em ir para o Corpo de Bombeiros, mas, incentivado por um amigo vigilante, decidiu fazer o curso e seguir carreira na área da segurança privada.

Uma semana após concluir o curso de vigilante postulado, na capital, conseguiu o primeiro emprego na área, na SEG Vigilância, prestando serviços no Centro de Processamento de Serviços e Comunicações (Cesec) do Banco do Brasil de sua cidade natal.

Posteriormente, também pela SEG, foi trabalhar numa emissora de TV, a EPTV de Varginha, onde permaneceu até 1995.

Em seguida, passou pela Preserv. "Naquela época, consegui a casa própria, em Três Corações, e saí do aluguel. Mas continuei trabalhando em Varginha. Foram 12 anos de trabalho à noite, sendo 10 deles indo e vindo de Varginha a Três Corações".

Em 2001, Evandro foi contratado pela Prosegur, passando a prestar serviços em Três Corações, na primeira agência do Banco do Brasil  no interior de Minas, com 104 anos de existência.

Desde então, continua na mesma instituição, tendo passado pela Confederal, Protex, Esparta e Esquadra. Há três anos, está na Essencial.

Nesse tempo, fez reciclagens em Belo Horizonte, Varginha e até em Campinas (SP).

Percalços

Dedicado à profissão, ele lembra que passou por situações difíceis, como em abril de 2016, quando uma quadrilha sequestrou o gerente do banco em sua casa e o levou para abrir a agência.

"Como o sequestrador foi apresentado pelo gerente como sendo um funcionário, não percebemos nada de anormal. Felizmente, nada de mais grave aconteceu com os funcionários". Semanas depois, parte do dinheiro roubado foi recuperado e os cinco integrantes da quadrilha foram presos pela Polícia Civil.

Pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid 19), Evandro diz que o serviço passou a exigir ainda mais dos vigilantes, devido às novas determinações. "Não podemos permitir a entrada de ninguém no autoatendimento ou interior da agência sem máscara de proteção, para evitarmos a contaminação e não corrermos o risco de o estabelecimento ser multado pela prefeitura".

Com o aumento da responsabilidade, a pressão também aumentou. "Com a obrigatoriedade do uso de máscara, se tornou mais difícil controlar o fluxo de pessoas e, como não temos como analisar a fisionomia das pessoas, dificultou bem. Temos que ficar ainda mais atentos", observa.

Ele lamenta que nem todo mundo respeita o distanciamento entre as pessoas recomendado pelas autoridades sanitárias. "Tem gente que não acredita. Querem chegar perto para conversar ou pedir alguma informação e acabam baixando a máscara. Além da questão da segurança em si, por não sabermos com quem estamos lidando, tem o risco de contaminação, pois as pessoas tossem, espirram".

Para evitar o contágio, ele diz que tem tomado todos os cuidados possíveis, como o uso de máscara de proteção e álcool em gel e evitado contato muito próximo com as pessoas.

Representação

Evandro é filiado ao Sindicato há 10 anos, quando teve contato com um diretor da entidade na região. Desde então, passou a participar das reuniões, acompanhar as lutas do Sindicato e a incentivar os colegas a participarem também.

"Acho muito importante ser filiado e participar, isso fortalece a entidade e as lutas da categoria. É preciso que os vigilantes, principalmente aqueles que estão entrando agora na profissão, tenham essa consciência. É o Sindicato que briga por nós, que tem força para negociar com os patrões e conseguir melhorias de salário e muitas outras coisas. Para isso, é preciso abraçá-lo e  fortalecê-lo", enfatiza.

Ele também defende a eleição de representantes dos vigilantes nas câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional para ajudar na defesa dos interesses da categoria.

Turismo

Para quem pretende conhecer Três Corações, Evandro indica visitas à Escola de Sargento das Armas do Exército, que costuma ser aberta ao público; ao museu Casa Pelé, onde nasceu o "rei" do futebol e tricordiano Edson Arantes do Nascimento; e ao parque ecológico e desportivo "Dondinho", apelido de João Ramos do Nascimento, pai do craque.

Homenagem

Com essa matéria, a sexta da série de reportagens "História de cada um", iniciativa do Departamento de Imprensa, a diretoria do Sindicato presta uma homenagem a todos os profissionais de segurança privada, especialmente no mês em que comemoramos o 20 de Junho - Dia do Vigilante.

Conheça as outras histórias da série aqui nos site ou no Facebook do Sindicato.

Fonte: Imprensa do Sindicato. 

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