O Brasil quer viver depois de trabalhar: CTB lança movimento em defesa da previdência pública e do direito à aposentadoria

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entidade à qual o Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais é filiado, lança nesta sexta (12) a campanha “Quero viver depois de trabalhar”, movimento que busca alertar sobre os riscos da reforma da Previdência proposta pelo governo federal e da ameaça do fim das aposentadorias.

Em um contexto de envelhecimento da população e de graves ataques aos direitos sociais básicos, a campanha catalisa a expectativa de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, principalmente dos mais pobres, de poderem viver com dignidade após anos de trabalho.

Segundo o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, o movimento sindical tem a responsabilidade de mostrar à população, especialmente à parcela com menos renda e recursos, que ela será a principal prejudicada com as mudanças na Previdência que serão votadas pelo Congresso Nacional.

“Essa reforma é um retrocesso, pois joga o ônus da crise sobre a classe trabalhadora. Ela não vai tirar o Brasil da grave situação financeira em que se encontra, mas, sim, preservar os privilégios de alguns setores, enquanto ignora a dívida de empresas privadas com a Previdência. O objetivo desse projeto do governo é promover um desmonte da seguridade social”, denuncia.

De acordo com o projeto da reforma em andamento, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, mais de 90% dos valores que o governo espera cortar do sistema previdenciário são do chamado Regime Geral de Previdência Social, ou seja, o que reúne a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras pobres e que recebem aposentadorias de um ou dois salários mínimos.

A CTB e as demais centrais sindicais também denunciam que a reforma previdenciária enfraquece a aposentadoria rural; desmonta o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que promove o apoio a indivíduos em situação de pobreza extrema; acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e tenta impor aos brasileiros uma proposta de capitalização da previdência que já se mostrou desastrosa em outros países, como o Chile; além de contribuir para a degradação das condições sociais da população idosa.

O movimento sindical também combate o falso argumento do governo federal de que há um déficit na Previdência, reivindicando que ela seja contemplada devidamente como parte do sistema de seguridade social brasileiro e que seja garantida, como prevê a Constituição Federal, para a proteção da vida e da dignidade dos brasileiros e brasileiras.

A campanha “Quero viver depois de trabalhar” é composta de peças gráficas, como cartazes, folhetos e uma cartilha com pontos explicativos sobre de que forma o trabalhador brasileiro será prejudicado com a reforma; vídeos; ações nas redes sociais; e um site para tirar dúvidas sobre o tema, auxiliando as pessoas, com uma calculadora online, a medirem as diferenças do atual sistema e do novo em relação ao tempo de aposentadoria.

Fonte: Imprensa do Sindicato, com informações do Portal CTB.

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