Patrões já falam em retirada de direitos na primeira reunião de negociação da Campanha Salarial Unificada dos Vigilantes de Minas Gerais

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O Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais realizou, nesta quarta-feira 3, a primeira reunião de negociação da Campanha Salarial Unificada dos Vigilantes de Minas Gerais de 2022 com a patronal (foto).

A reunião, presencial, na sede do Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância dos Estado de Minas Gerais (Sindesp-MG), em Belo Horizonte,  também contou com a participação de dirigentes de entidades representativas dos vigilantes em Montes Claros, Uberaba e Uberlândia.

Na primeira rodada de negociações, a representação patronal entregou aos sindicatos de trabalhadores que integram a Campanha Salarial Unificada a sua própria pauta, colocando que as reivindicações dos trabalhadores somente serão debatidas se a pauta patronal for observada.

"Logo na primeira negociação, os patrões tentaram impor sua pauta e vieram com a choradeira de sempre: que não tiveram lucro no último ano, principalmente por conta da pandemia. Entendemos que a pandemia não foi tão desastrosa para setor e que as propostas da patronal ferem direitos históricos dos trabalhadores, como a cesta básica. Também já vieram com a  ideia de implementar na Convenção Coletiva de Trabalho dos Vigilantes (CCT),  a jornada de trabalho intermitente", critica o presidente do Sindicato, Edilson Silva.

Segundo ele, a avaliação da Comissão de Negociação dos Trabalhadores é de que a Campanha Salarial deste ano será muito difícil. "Os patrões já demonstraram que vão tentar impor a pauta deles a todo custo, o que não nos interessa, porque traz muitas perdas para a categoria. Por isso, reforçamos desde já a importância e necessidade de os trabalhadores se mobilizarem e se unirem junto a seus sindicatos para encararmos de frente mais essa luta até a vitória".

Pauta dos vigilantes tem 106 reivindicações

A Campanha Salarial dos Vigilantes de Minas Gerais teve início no dia 28 de outubro, com a entrega das reivindicações à representação patronal. A pauta foi elaborada baseada na atual CCT e em sugestões enviadas por trabalhadores pessoalmente, por telefone e redes sociais das entidades participantes, e aprovada pela categoria em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, no dia 19 de outubro. Do total de trabalhadores que participaram do referendo, 97% aprovaram a proposta de pauta das entidades.

A pauta dos vigilantes contém 106 itens, entre reivindicações econômicas e sociais, como:

- Reajuste salarial correspondente ao INPC de 2021 mais 10% de aumento real;

- 30 tíquetes refeição no valor de R$ 37,00 cada;

- Fornecimento de tíquetes refeição nas férias;

- Participação nos lucros ou resultados;

- Fim da jornada de trabalho intermitente;

- Melhorias nas condições de trabalho.

Reuniões serão semanais

A partir de agora, as reuniões de negociações da Campanha Salarial dos Vigilantes serão realizadas todas as quartas-feiras, até meados de dezembro. O próximo debate será no dia 10 de novembro, quando as partes deverão apresentar uma análise de ambas as pautas. A data-base da categoria é 1º de janeiro.

Para ficar informado sobre a Campanha Salarial e a respeito de tudo o que interessa à categoria, assista o Programa Voz do Vigilante MG toda terça-feira, às 19 horas, pelo site (www.ovigilante.org.br), Facebook ou YouTube do Sindicato.

Fonte: Imprensa do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais.

Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais
Sede: Rua Curitiba, 689, 9º andar, Centro, Belo Horizonte/MG. Telefone: (31) 3270-1300
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