Sindicato se reúne com trabalhadores da TBI para barrar fim da vigilância profissional nas escolas estaduais

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A diretoria do Sindicato se reuniu, na manhã desta sexta-feira (15), na sede da entidade, em Belo Horizonte, com um grupo de trabalhadores da TBI Segurança, que prestam serviços na rede pública estadual de ensino, para tratar do rompimento, por parte do governo de Minas, do contrato com a empresa, que poderá colocar em risco inúmeros postos de trabalho dos vigilantes e a segurança nas escolas.

Preocupada com a gravidade da situação, no último dia 11, a diretoria do Sindicato enviou ofícios ao secretário de Estado de Governo, Custódio Antônio de Mattos, e à secretária de Estado de Educação, Julia Sant´Anna, solicitando o agendamento de reuniões para tratar da questão da segurança nas escolas estaduais.

"Além de preservar os postos de trabalho de inúmeros país e mães de famílias que fazem a vigilância nas escolas estaduais, também nos preocupamos com a segurança nos prédios onde estudam milhares de crianças e adolescentes, que estão à mercê de toda a sorte de violências, a exemplo da tragédia ocorrida recentemente numa escola pública de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. Por isso, aguardamos as reuniões com o governo para buscarmos a melhor solução para essa questão", pondera o diretor do Sindicato e vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB Minas), Romualdo Alves Ribeiro.

Comunicado

Em comunicado enviado às direções das escolas estaduais, o governo, alegando "enfrentamento da grave crise financeira pela qual passa o Estado de Minas Gerais" disse que está "promovendo uma redução nas despesas de custeio" e revisando todos os contratos vigentes com vistas à redução do custeio operacional da Secretaria de Estado de Educação.

"Estamos promovendo o cancelamento do contrato com a empresa TBI Segurança, uma vez que não temos disponibilidade financeira para arcar com o pagamento mensal das faturas", diz o comunicado.

Para "não prejudicar a segurança dos prédios", o governo mineiro solicitou no comunicado que as direções das escolas realizassem "tratativas com os responsáveis locais pelas Unidades de Segurança Pública com vistas ao reforço do patrulhamento das áreas onde estão localizadas essas edificações" e informassem até a última quinta-feira (14) o nome do responsável contatado e a respectiva Unidade de Segurança Pública da região onde se localiza a instituição de ensino.

Para Romualdo, mesmo diante da crise financeira alegada, o governo estadual deveria priorizar a segurança nas escolas. "Ao invés de acabar com a vigilância nas escolas estaduais, o governo deveria é se preocu­par em melhorar a segurança nesses locais e demais lugares públicos com a ampliação da vigilância privada e do efetivo da Polícia Militar. Para evitar quaisquer prejuízos aos vigilantes e à sociedade, vamos continuar lutando para barrar essa medida do governo estadual e evitar que tragé­dias como a de Suzano ocorram em Minas", conclui.

Na próxima semana, o Sindicato realizará uma assembleia com trabalhadores da TBI, na sede da entidade. Estima-se que cerca de 600 trabalhadores da empresa sejam afetados com a decisão do governo estadual.

Fonte: Imprensa do Sindicato.

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