Trabalhador deve tomar cuidado com calote em tempos de pandemia

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Nos últimos 30 dias, diariamente, mais de 450 trabalhadores entraram na Justiça após serem demitidos, supostamente, por causa da crise decorrente do novo coronavírus (Covid 19).

Eles afirmam que não receberam o conjunto ou parte das verbas rescisórias obrigatórias, compostas pelo aviso prévio, férias vencidas e proporcionais, 13º salário e a multa de 40% aplicada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

São 10 mil processos, que correspondem a pouco mais de 20% das 48.655 ações protocoladas na Justiça trabalhista entre 21 de abril e 20 de maio.

Segundo juristas e advogados, o fenômeno acontece porque as empresas, principalmente de pequeno porte, estão cortando vagas, sem caixa para arcar com as despesas geradas pelas demissões.

Os dados fazem parte de uma ferramenta lançada pela Fintedlab e pela Datalawer, startups especializadas em monitoramento de dados na Justiça. Foram  desenvolvidos robôs que leem as publicações dos processos distribuídos na Justiça do Trabalho para estabelecer os pontos centrais dessas demandas.

Desde meados de março, quando começou a pandemia, já foram protocoladas 18.163 ações desse tipo. “O que percebemos é que, conforme avançam os casos de infecção, também crescem os de processos na Justiça do Trabalho”, diz o fundador da Fintedlab, Alexandre Zavaglia.

O valor total das causas solicitadas em função da pandemia já passa dos R$ 920 milhões, com valor médio de R$ 50.748 por processo, segundo dados da última quarta-feira (20).

“Em tempos de pandemia, é preciso dobrar a atenção com a saúde e também aos direitos trabalhistas. Infelizmente, nem em momentos como esses maus patrões deixam de lesar trabalhadores para garantir o lucro ou evitar prejuízos. Caso seus direitos não sejam respeitados ou estejam sob ameaça, denuncie ao Sindicato. O telefone é 31-3270-1300”, alerta o vice-presidente da entidade, José Carlos.

Fonte: Imprensa do Sindicato, com informações do portal Vermelho.

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