Edição de março do jornal O Vigilante traz tabela completa de salários e benefícios da CCT 2026

O Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais lançou a edição de março de 2026 do jornal O Vigilante, informativo que apresenta aos trabalhadores da segurança privada os principais resultados da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026, além de orientações importantes sobre direitos e regras atualizadas da categoria. A CCT 2026 na íntegra já está disponível para download aqui no site.

O destaque da edição é a tabela completa de salários e benefícios para 2026, com todos os valores atualizados após o reajuste negociado pelo Sindicato com as empresas do setor. A nova convenção garantiu reajuste salarial de 5,4%, acima do INPC de 2025 (3,9%), assegurando ganho real de 1,5% para os vigilantes. O tíquete-refeição também teve aumento diferenciado de 16,9%, além da atualização de valores do plano de saúde, plano odontológico, cesta básica e outros itens da convenção.
Confira os principais destaques da CCT 2026 abaixo.

A CCT 2026 mostra que Minas Gerais tem o maior salário da região Sudeste e se mantém entre os três estados com melhores pisos da segurança privada no Brasil, além de abrir caminho para novas disputas na próxima campanha salarial.

A edição destaca ainda que o reajuste é retroativo a 1º de janeiro de 2026 e que as diferenças salariais referentes aos meses de janeiro e fevereiro devem ser pagas pelas empresas até o quinto dia útil de maio.

Outro tema abordado no jornal é a nova regra da CCT que trata da realização do curso obrigatório de atualização/reciclagem no contraturno para vigilantes que trabalham em escala 12x36 no turno diurno. A medida estabelece condições para a realização do curso, como limite de distância da escola de formação, garantia do descanso entre jornadas e responsabilidade das empresas pelos custos da formação.

A publicação também apresenta informações sobre novos convênios exclusivos para associados, com benefícios em serviços como estacionamento no centro de Belo Horizonte e Clube de Tiro em Betim - parcerias voltadas à conveniência, lazer e à qualificação profissional do(a) trabalhador(a) associado(a).

Para o Sindicato, o objetivo é garantir que os trabalhadores tenham acesso às informações da Convenção Coletiva de Trabalho, compreendam seus direitos e saibam como verificar se os valores estão sendo corretamente aplicados pelas empresas.

A nova edição do jornal O Vigilante está sendo distribuída em todo o estado e também pode ser baixada aqui no site do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais.

Convenção Coletiva de Trabalho 2026 – Destaques

Aumento total: 5,4%
(INPC acumulado em 2025 = 3,9% + 1,5% de ganho real)


VIGILANTE PATRIMONIAL

Descrição Valor
Salário R$ 2.524,90
Periculosidade (30%) R$ 757,47
Total com periculosidade R$ 3.282,37


ESCOLTA ARMADA

Descrição Valor
Salário R$ 3.156,12
Periculosidade (30%) R$ 946,83
Total com periculosidade R$ 4.102,95


TRABALHO EM EVENTOS

Descrição Valor
Da 1ª à 8ª hora R$ 202,63
Após a 8ª hora R$ 23,84


ADMINISTRATIVO E CONTÍNUO

Descrição Valor
Salário administrativo R$ 2.241,01
Contínuo / Office Boy R$ 1.621,00


TÍQUETE REFEIÇÃO: Aumento de 16,9%

Descrição Valor
Valor por dia trabalhado R$ 31,29

O reajuste do tíquete-refeição representa uma das principais conquistas desta campanha salarial. Após anos de defasagem, o benefício avança de forma significativa, embora o Sindicato reconheça que ainda há espaço para evolução nas próximas negociações.


CESTA BÁSICA

Descrição Valor
Cartão cesta básica* R$ 210,57

* Valor base mensal + 1/11 da cesta básica nas férias.


PLANO DE SAÚDE

Descrição Valor
Plano individual (titular)* R$ 156,95
1 dependente R$ 132,88
2 ou mais dependentes (familiar) R$ 265,79

* Para o titular, o plano é gratuito, pago pela empresa.


PLANO ODONTOLÓGICO

Descrição Valor
Titular Gratuito
Por dependente R$ 21,17


MANUTENÇÃO DO SINDICATO

Descrição Valor
Mensalidade sindical R$ 50,49
Contribuição assistencial R$ 151,48 (2 parcelas de R$ 75,74 em maio e junho)


Resultado da correlação de forças

A Convenção Coletiva não é uma concessão espontânea das empresas. Ela é resultado da negociação coletiva e da correlação de forças entre trabalhadores organizados e setor patronal.

Sem mobilização, não há ganho real. Sem assembleia cheia, não há avanço. Sem organização sindical, não há Convenção Coletiva forte.


DATA: 10/03/2026
FONTE: Imprensa do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais

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