O Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais criticou duramente a decisão do governo estadual de reforçar a presença da Polícia Militar (PM) nos estádios de futebol, sem ouvir representantes da segurança privada. A medida, anunciada na quarta-feira (2/4), desconsidera o papel dos vigilantes profissionais e impõe um custo milionário aos cofres públicos.
A entidade denuncia que a decisão privilegia os interesses econômicos dos organizadores de eventos esportivos e dos clubes, que deixarão de arcar com a segurança dos estádios. O custo do policiamento – estimado entre R$ 800 mil e R$ 1,4 milhão por partida – poderá ser repassado ao estado, ou seja, à população mineira.
Para o presidente do Sindicato, Edilson Silva, a exclusão da segurança privada do debate é um desrespeito à categoria. “Os vigilantes são profissionais treinados e capacitados para atuar em eventos de grande porte, com atualizações periódicas e podem operar com equipamentos como escudos, tonfas e coletes balísticos – quando devidamente fornecidos pelos contratantes.”
Anteriormente, o Sindicato já havia denunciado que a falta desses equipamentos de proteção individual para os vigilantes de grandes eventos em Belo Horizonte compromete a segurança dos profissionais e do público.
Além da falta de diálogo, o Sindicato também alerta para o impacto financeiro da decisão. “A segurança dentro dos estádios deve ser de responsabilidade dos organizadores dos eventos, que lucram milhões com ingressos, patrocínios e direitos de transmissão. Agora, quem vai pagar essa conta são os cofres públicos”, afirma o presidente da entidade sindical.
Outra preocupação levantada pelo Sindicato é o impacto sobre a segurança pública. Com a PM deslocada para atuar em eventos privados, a população pode enfrentar ainda mais dificuldades com a falta de policiamento em bairros e regiões que já sofrem com a escassez de efetivo. Para a entidade, a PM deveria estar reforçando a segurança nas ruas, e não assumindo função que é de responsabilidade de empresas privadas.
O Sindicato garante que tomará providências para reverter a decisão e reafirmar a competência dos vigilantes na segurança de grandes eventos. “Vamos agir para garantir que os trabalhadores da segurança privada não sejam prejudicados por essa medida arbitrária e prejudicial ao interesse público”, concluiu Edilson Silva.
A entidade também reforça que continuará fiscalizando as condições de trabalho nos estádios e cobrando o fornecimento de equipamentos de proteção adequados para garantir a segurança de trabalhadores e torcedores.
Fonte: Imprensa do Sindicato